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sábado, 23 de abril de 2011

MODELO de redação desenvolvido pelo professor Evaldo II

OLÁ, PESSOAL! TUDO BEM? MAIS UMA VEZ, ATENDENDO ÀS REIVINDICAÇÕES POR MODELOS DE REDAÇÃO, DESENVOLVI AQUI O TEMA PROPOSTO ESTA SEMANA, COMO FORMA DE COLOCAR À DISPOSIÇÃO UMA IDEIA DE COMO DESENVOLVÊ-LO VOCÊS MESMOS. MAS NÃO ESQUEÇAM: É APENAS UM MODELO. NÃO CONFUNDIR COM "O TEXTO QUE VOCÊ DEVE FAZER". BOA LEITURA E MÃOS À OBRA. CAPRICHA, HEIM!!!

Texto I

O termo bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de bullying possíveis, relacionam-se a seguir algumas ações que podem caracterizá-lo:
Colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences

Texto II
Você já deve ter ouvido falar de bullying - se é que não travou conhecimento com o problema pessoalmente. De modo geral, bullying é o comportamento agressivo de um ou mais estudantes contra outro(s). O termo se origina de bully, que significa "valentão", em inglês. Esse tipo de violência ocorre principalmente nas escolas, tanto no ensino fundamental quanto no médio. Mas ele não tem se limitado ao âmbito escolar: também já chegou à internet, de onde derivou a expressão cyberbullying.

Com base nas informações apresentadas na coletânea que segue, faça uma dissertação em que você explique o que é bullying, dê sua opinião sobre o que, a seu ver, motiva aqueles que o praticam e apresente uma proposta para se lidar com esse grave problema.
Requisitos:
 Respeito à norma culta;
 Estrutura dissertativa;
 Formato prosa;
 Mínimo de 20 linhas;
 Título;

TEMA: Que soluções poderiam ser adotadas para coibir o bullying?
TÍTULO: Em nome do mal. Amém!

Perseguição sistemática e aparentemente imotivada; cerceamento da livre expressão e locomoção; mutilação psicológica e, às vezes, física. Desfecho: morte. Virtual ou efetiva. Não. Não é nenhuma sinopse de filme de terror. É vida real. Também não é nenhum obituário de algum legista cioso das suas funções. Na verdade, é bullying mesmo. Longe de ser apenas mais um estrangeirismo como tantos outros - muitos inúteis, é bom ressaltar - é a palavra mais próxima que se pôde encontrar para descrever a maldade humana. E esse estrangeirismo tem até cadeira cativa nos principais meios de comunicação e programas educativos.

O incauto pode achar que a expressão traduz mais um daqueles flagelos sociais típicos da modernidade, excessiva e convenientemente mastigados pela mídia, a exemplo da violência endêmica que assola os grandes centros urbanos - a qual, pelo curva ascendente inexorável, logo estará também nos pequenos. O termo "bullying" é novo, sim, mas o que ele significa é um velho conhecido do homem. Ele não remete a nenhum desses fenômenos da vida moderna, e sim a uma prática vil que sempre esteve incrustada, desde prístinas eras, na cultura e na natureza humana: fazer mal a quem não tem nenhum meio de se defender. A prova cabal de que esse fenômeno só tem de novo a sonoridade inconfudivelmente saxônica do vocábulo está nos anais da literatura brasileira. Numa de suas narrativas mais relevantes, Raul Pompeia, grande expoente do Realismo brasileiro, conta a história de Serginho. Este, aos onze anos de idade, é jogado a contragosto num colégio interno, o Ateneu, o qual, aliás, dá nome à obra. O autor descreve com riqueza de detalhes a tortura física e psicológica que o protagonista sofre, até certo ponto estoicamente, nas mãos de seus algozes, todos garotos mais ou menos de mesma idade.

Expressão maior da força dos covardes, todos os dias, de forma silenciosa, o bullying vai sugando impunemente a vida de criaturas indefesas, cuja vulnerabilidade, traço comum entre as vítimas dessa prática nefasta, é o petisco melhor. Ao primeiro sinal de um flanco aberto, ao mais ínfimo meneio de fragilidade, a turba invade, com toda a truculência que lhe é possível, a rotina do infeliz escolhido, a qual, dali para frente, será constantemente devassada. Este ver-se-á transformar-se num joguete nas mãos dos seus perversos algozes, sem meios de defesa minimamente eficazes. A todo momento, sua autoestima estará sendo trucidada até o ponto máximo da capacidade humana de suportar a dor e a humilhação. O palco dessa barbárie? Tradicionalmente, o ambiente escolar, em muitos casos endossada pela omissão de diretores, professores e colegas, como bem atesta o romance de Raul Pompeia. Entretanto, com o advento da internet, a arte de machucar o outro em clima desportivo ganhou um novo espaço, para além dos muros escolares. São incontáveis os casos de pessoas que tiveram sua vida enxovalhada, muitas vezes de forma irreversivel, por mensagens difamatórias e persistentes circulando pelo mundo virtual. Quanto às conseqüências, obviamente são dramáticas. Em situações extremas, o suicídio chega a ser a solução final.

Sensação inebriante de poder? Puro sadismo? Frustrações reprimidas? São muitas as tentativas de traçar o perfil psicológico do autor material do bullying, todas com vistas a, pelo menos, diminuir numericamente os casos. No entanto, enquanto a psicologia não encontra respostas que se traduzam em meios efetivos para o combate, na prática, dessa excrescência social, todos os setores da sociedade - a começar pela família - devem se unir para extirpar esse monstro. É imperioso, já, encará-lo e discutir, sem hipocrisias, alternativas para sua solução, sob pena de a estupidez continuar, serelepe, ceifando vidas precoce e injustamente.

(Evaldo Roberto é professor de Literatura, Redação e Análise Textual no cursinho pré-vestibular FISMAT)
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12 comentários:

  1. Professor, sou aluno do Fismat. Queria te pedir para adiar o praso de entrega da redação dessa semana, uma vez que, tivemos o simulado hoje e certamente pouquissimos tiveram tempo de elaborar uma boa redação.

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  2. nossa esse texto me ajudou muito pra minha redação eu fui aplaudida e tudo porque a minha redação foi a melhor
    :D

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    1. Que bom!! Fico muito feliz por você. Um abç.

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  3. EUNÃO SEI ESCREVER UAM REDAÇÃO! :(

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    1. Eu também Naaaão !!

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    2. Neste exato momento, noventa por cento dos candidatos estão dizendo a mesma coisa. Relaxe! Tudo vai dar certo!!

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  4. bem legal isso vai me ajudar muito na minha redação pro simulado.!! :)

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  5. muitas palavras técnica.....

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  6. Não, meu querido(a) visitante. Você se enganou. O único termo realmente técnico neste texto é "bullying"! Mas compreendo o seu equívoco! Um abç!!!

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  7. parabens professor, gostei muito de suas informações.

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    1. Elas foram colocads para vocês. Quero todos escrevendo bem e arrasando no vestibular. Um abç!

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  8. como faço pra fik participando das redaçoes
    gostei

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